O ATEÍSMO PRECISA DE DEUS.

O ateísmo é uma estrada circular de via única em torno de Deus.

JosinaldoM

Leio e ouço histórias de ateístas que falam mais de Deus do que teístas em toda sua vida, mesmo que para o ateísmo, falar de Deus não segnifica acreditar que Ele exista mas aquece a posição contrária a existência dEle.

O ateísmo precisa de Deus para opor-se. Se não acredita-se no que não existe (Deus), mas se o que existe sinaliza sua existência em cada canto do universo como refutar? Substituir? Negar? Opor-se a Deus não parece uma atitude inteligente vindo de mortais criaturas que não conseguem curar-se de uma gripe por conta ou que reclama ao primeiro sinal de uma irritante dor de cabeça. Nossa incapacidade e inutilidade são vísiveis frente ao poderio Divino.

O ateísmo patina para provar a não existência de Deus pela existência e força do mal, ou não consegue entender o mal presente no mesmo ambiente (terra) que Deus. Talvez isso seja uma (se posso assim chamar) certeza ateísta: Deus é tão fraco quanto o mal, pois, não consegue baní-lo completamente da realidade espiritual e humana. Não estou afirmando que o ateísmo é uma consequente decepção com o mal, mas com Deus primeiramente.

No ateísmo prático ou pragmático, também conhecido como apateísmo, os indivíduos vivem como se não existissem deuses e explicam fenômenos naturais sem recorrer ao divino. A existência de deuses não é rejeitada, mas pode ser designada como desnecessária ou inútil; de acordo com este ponto de vista os deuses não dão um propósito à vida, nem influenciam a vida cotidiana.

Alguns adeptos do ateísmo dizem que a crença em um Deus causador de tudo, anula a capacidade humana de fazer algo que o próprio Deus lhes daria capacidade de exercer. A descisão de um ateísta é intimamente restrita e pessoal a tal ponto que leva-o(a) a acomodasse e conviver bem no meio cristão, está presenter em certos sistemas religiosos, estudar as Sagradas Escrituas, ler acerca das ações de Deus na história, mas despir-se de fé. O ateísmo tenta afastar Deus da história narrativa, supervalorizar feitos heróicos realizados pelos desbravadores do conhecimento na ciência, física ou astrofísica, valoriza o pensamento livre, a filosofia e diminue a fé do homem simples ou culto.

O filósofo francês Jean-Paul Sartre identificou-se como um representante de um “existencialismo ateísta”, menos preocupado com negar a existência de Deus do que estabelecer que o “homem precisa… encontrar-se novamente e entender que nada pode salvá-lo de si mesmo, nem mesmo uma prova válida da existência de Deus.” Sartre disse que um corolário de seu ateísmo era que “se Deus não existe, há pelo menos um ser no qual a existência precede a essência, um ser que existe antes que ele possa ser definido por qualquer conceito, e … este ser é o homem.” A consequência prática desse ateísmo foi descrita por Sartre no sentido de que não há regras a priori ou valores absolutos que podem ser invocados para governar a conduta humana e que os humanos estão “condenados” a inventar estes por si mesmos, tornando o “homem” absolutamente “responsável por tudo que ele faz.

Para o ateísmo é frustrante compreender a responsabilidade divina e a responsabilidade humana como uma existência divina e uma existência maligna pairando o mesmo espaço e agindo livremente, como se ambos “combinassem” suas ações de forma que não ultrapassem os limites. É notório ouvir de alguns ateus a queixa de que, se Deus realmente existisse não deixaria o mal prevalecer, pessoas boas morrerem, crianças inocentes serem estupradas e mortas ou ações catastróficas da natureza dizimassem milhares de pessoas. Essa desculpa não passar de uma incompeensão sobre como “funciona” o mundo espiritual, que se tem tentado explorar por ciência e não por fé. É a tentativa adâmica de resolver o problema que se meteu por conta própria.

O ateísmo não se isola na desalentadora compreensão do Eterno, há muitas religiões próximas a Deus que fogem dEle a cada “negativa” de Suas benécias em seu favor. A decepção é geral por nos sentimos menos importantes no equilibrado universo das coisas. Nossa frustação é universal e mal argumentada (reclames e insatisfaçãões). Deus nos pergunta onde estamos e nós ficamos em silêncio no jardim das coisas. Adão, com os olhos abertos ficou cego para a bondade Divina. Enxegou seu próprio mal e passou a rejeitar o Bem.

Deus e o mal existem, isso é fato! Esse entendimento não é exclusividade da fé cristã ou da Igreja Cristã, mas de muitas outras religiões espalhadas no mundo e muitas já entendem que o bem sempre prevaleceu contra o mal. O ateísmo precisa ascender a esse entendimento ou ficará no limbo da inrelevância, oposto a Deus, elevando o homem a capacidade de reger a concepção e o destino de todas as coisas. O ateísmo tira Deus da história e coloca o homem no centro num céticismo cego, capaz de crer em tudo e em nada, menos em Deus.

O(a) ateísta mas parece alguém que buscou a Deus, buscando a sí mesmo e depois de encontrá-Lo sentiu-se vazio ou alguém que andou num caminho em direção a Ele e ao chegar, não foi bem recepcionado(a), deu uma “rabissaca” (gesto de desprezo), sacode a cabeça, vira as costa e sai sem destino à procura de si mesmo. Toda busca de si mesmo se encerra quando Deus nos busca e resgata. Não somos atraídos a Deus é Ele quem nos atraí a Si. Não é mérito é Graça!

Apesar de ser cristão confesso e entender que não fiz esforço algum para estar nessa condição, compreendo alguém afirmar ser ateu ou não crer na exisência de Deus e mesmo assim respeitar minha fé. Quando o ateísmo afirma que Deus não existe não está afirmando que a natureza ou a humanidade não existam, ele só não consegue compreender (fora da ciência) que isso é possível ou que o Deus Criador, pareça dar às costas e deixar sua criação a mercer da própria sorte. O ateu não é uma pessoa sem um “deus” mas sem fé no Verdadeiro Deus. Isso não a torna uma completa negacionista mais uma inquietante descrente à procura de sentido acessível.

O ateísmo vive tão próximo a Deus quanto o teísta, a única distância entre ambos chama-se: ausência de fé capaz de aceitar o inaceitável. Seria mais fácil para o ateísmo (se ainda existisse) resolver seus conflitos com Deus se Ele não exigisse uma forma de vida oposta ao mundo, se Ele retirassem as pedras do caminho, se Ele curasse imediamente a doença que a medicina não cura, se Ele trouxesse de volta alguém amado(a) que partiu, se Ele resolvesse as questões sociais, se Ele desse cabo ao mal que aflige, que Ele nos fizesse eternos e incapazes de morrer… Mas que sentido teria tudo se Deus nos fisesse “desumanos”, irrelevantes, incapazes de agir, de pensar, de descidir, sem alma e sem coração? Eu não estaria escrevendo esse post e nem você o lendo.

Toda pessoa sem Deus é um ateu em potencial, mas quando Deus atravessa seu coração (sentimento) e chega a sua mente (razão) é impossível não sentir-se aceito e toda busca de sentido morre. Você deve estar pensando, só por um milagre “escandaloso”, é isso mesmo! Crer em Deus é algo fora do normal e aquém da crença científica que possui seu devido lugar.

Portanto, me permitam concluir dizendo que o ateísmo é uma estrada circular de via única em torno de Deus e a quantidade de voltas que você darar não é você quem determinará. O momento do encontro é sempre inesperado e espetacular.

Um abraço!

JosinaldoM

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