A depender de qual perspectiva estamos olhando o horizonte, se desesperançoso(a) ou esperançoso(a), sozinho(a) ou acompanhado(a), sentindo dor ou alegria, confiante e sem medo, a resposta exigirá um exercício de consciência dado às circunstâncias que estamos vivendo agora.

A Pandemia “remodelou” o mundo como antes conhecíamos e tem “desenterrado” doenças tão mortais quando o vírus. Numa simples observação constatamos que o vírus mata e também deixa sequelas físicas, emocionais e espirituais que no passar do tempo acentuam-se ou curam-se. As estatísticas estão aí mostrando que as pessoas estão buscando ajuda para superar a tormenta e que as consequências sociais e econômicas são tão nocivas quanto o vírus.

ESTAMOS DOENTES…

…por falta do abraço que aquece e alegra a alma. Por causa da distância do(a) outro(a). Porque nossa ilha pessoal está mais vazia de sentido. Por causa da solidão. Por não poder gritar alto, desabafar a dor que sentimos pela perca da pessoa querida e amada. Por não podermos nos despedir naquele último instante da vida. Por ver a penúria fúnebre de quem amamos. Com os números de mortos que alimentam a triste realidade. Por causa das banais discursões políticas que nosso País vive, pelo desprezo à vida e o interesse medíocre dos políticos que registram seus “pobres” feitos para a próxima campanha política. Por nos sentimos indefesos frente ao poder destruidor do vírus “invisível”. Pela maldade dos que usurpam os recursos para salvar vidas. Pelas disputas ideológicas e religiosas que só aumentam o sofrimento e afastam a empatia. Porque antes de interceder julgamos, antes de dobrar os joelhos nos engradecemos.

PRECISAMOS NOS CURAR…

…da palavra imprópria que silencia o diálogo. Do julgamento parcial que culpa o inocente. Da crítica que faz inibir o elogio. Da indiferença que retira o cobertor e o teto. Do desamor que antecipa a morte. Da soberba que afasta da humildade. Da falta de gratidão que entristece quem luta dia e noite no fronte da batalha contra o vírus. Da ambição que exclui quem precisa de pouco para sobreviver.

Não sei quando venceremos o vírus ou nossas doenças. Sei que os números insistem em nos dizer que algo está errado e não estamos enxergando com clareza. Talvez estejamos sofrendo de insensibilidade tal como aqueles que riem quando deveriam chorar.

Que Deus nos cure da nossa apatia, insensatez e da nossa suplica sem fé.

Abraço!

JosinaldoM

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