A IGREJA ENXERTADA

O fenômeno da Enxertia Eclesiástica é uma manifestação anormal ou extraordinária que vem desde muito tempo desafiando pastores e líderes de Igrejas. É um fenômeno de Igrejas enxertadas uma nas outras. Igrejas que surgem de dentro de igrejas já estabelecidas e ativas. Esse fenômeno tem sido combatido a décadas, mas sempre o vemos prosperar e causar verdadeiro embaraço eclesiástico.

Proponho alavancar uma reflexão sobre o fenômeno da Enxertia Eclesiástica (não a Enxertia em Cristo ou de Cristo), presente em várias igrejas em nosso tempo (uso o termo “várias” para não citar nomes). A observação que faço não é estranha no meio eclesiástico, pois esse fenômeno é observado por muito pastores e líderes ao redor do mundo e por muitos combatidos com muita veemência.

Movimentos cada vez mais desatrelados da Doutrina da igreja, surgem dentro dela, grupos que se erguem com “boas intenções”, mas terminam criando uma “outra” igreja com práticas litúrgicas dissonantes trazendo uma enorme dor de cabeça para seus pastores, que percebendo essas pequenas mutações germinando e crescendo, levantam-se para combatê-las sem muito sucesso.

Não se deve colocar uma pedra sobre uma tênue nuvem por mais pequena que seja. Ignorar tais eventos para não desestabilizar o rebanho é tão nocivo quanto.

O problema não é o surgimento de “novas” doutrinas ou manifestações perceptíveis, organizadas e transparentes, mas sim quando as manifestações são adaptadas ou simplesmente “plagiadas” de outras tantas, estranhas, instáveis e camufladas no seio da igreja (ministérios, eventos, programações, etc.), provocando alterações na adoração e no serviço cristão, trincando a Doutrina e os símbolos de fé tão arduamente aceitos, defendidos e sabidos por toda Igreja (seus membros).

A Enxertia Eclesiástica prospera quando “movimentos estranhos” começam a ganhar adesão e cresce mutilando a Doutrina sadia da Igreja e inserindo no seu tronco (a exemplo da planta enxertada) outros componentes estranhos acarretando uma displasia no corpo de Cristo. Neste aspecto, ela não produz bons frutos (ao contrário da árvore que produz bons frutos) mas causa danos quase irreparáveis no Corpo de Cristo. Sabemos o que Cristo diz sobre a árvore que não dar bons frutos (Mateus 7.19). Quando digo que é “quase irreparável”, não estou perdendo a fé em Deus que pode ressuscitar e trazer a existência. Ele pode e faz! Estou olhando num aspecto mais humano e limitado dado a sutileza do problema.

Devemos ter o cuidado para não confundir enxertia com adubo. O adubo na medida certa faz bem a árvore. A “enxertia”, se vier ser feita, deve-se ter redobrado cuidado e devida observância bíblica para evitar-se que a Igreja ao invés de crescer e produzir bons frutos ela decresça e produza maus frutos.

Não estou negando a ação do Espírito Santo e a maneira que Ele age. Como cristão preciso atentar ao que diz 1 João 4.1 (“não creiais a todo o espírito, mas provai se os espíritos são de Deus”) e para que meu julgamento não seja falho, peço a Deus que me dê discernimento e me ajude a entender e combater esses pseudomovimentos de fé que enxertam minha Igreja.

Não é de se esperar que Igrejas enxertadas com tais movimentos e práticas cresçam firmes e fortes pois elas estão sendo “mutiladas” de dentro para fora e quando menos se espera existem duas ou mais igrejas juntas num mesmo espaço quadrado combatendo-se entre si ao invés de estarem saudáveis e fortalecidas para os desafios de fora.

Estimulo os pastores e líderes a se manterem firmes no ensino fiel das Sagradas Escrituras, pastoreando com amor mais também com zelo pela Sã Doutrina, cuidando para que a Noiva de Cristo continue pura e sã aguardando o Noivo Amado.

Me junto a muitos pastores e líderes que lutam contra esses “movimentos estranhos” que têm atraído milhares de cristãos que, com a intenção de buscarem a Deus mais profundamente, insurgem contra seus pastores e até mesmo contra a Doutrina defendidas por suas igrejas em busca do “algo mais” do Espírito.

Que Deus nos dê sabedoria e graça para lidar com esses eventos à luz de Sua Palavra. Amém!

Aguardem nosso próximo tema: A Enxertia da Fé.

Josinaldo Mariano

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