QUAL O SENTIDO DA VIDA?

Romanos 8.29

No livro “SURPREENDIDO PELO SENTIDO”, Alister McGrath, fala sobre ciência, fé e como conseguimos que as coisas façam sentido, da Editora Hagnos em parceria com a Luz e Vida, Capítulo 13.

No primeiro capítulo, o autor, diz:

“Ansiamos por encontrar o sentido das coisas. Ansiamos por ver o quadro completo, por conhecer a história em sua totalidade, da qual nossa história é uma pequena parte, mas ainda assim importante.”

Muitos de nós não concebemos a possibilidade de as coisas não fazerem sentido, de um mundo sem sentido, de uma vida sem sentido, de acontecimentos sem sentido. A vida é uma imensa caixa cheia de perguntas e respostas.

Gosto de refletir sobre o propósito divino para nossa vida. Quem não entender o alvo provavelmente terá dificuldades de alcançá-lo. É necessário saber para que o Pai celestial criou o homem e o que Ele espera de cada um de Seus filhos. Sem essa clareza, como saber que direção tomar na vida espiritual?

Para responder a essa pergunta tão urgente: QUAL O SENTIDO DA VIDA? Irei expor de 4 teorias do sentido da vida tão brilhantemente expostas pelo psicólogo social Roy Baumesister: 1. A questão da identidade: Quem eu Sou? 2. A questão do valor: Eu importo? 3. A questão do proposito: Por que estou aqui? e 4. A questão da ação: Posso fazer diferença?

Porque a compreensão dessas 4 questões citadas é tão importante?

Panorama histórico

A fé cristã, independentemente do que possa ser, está inquestionavelmente preocupada com a crença de que Deus existe e de que essa existência possui relevância para a identidade, a atividade e a ação humanas.

Os cristãos sempre sustentaram que sua fé faz sentido em si mesma e dá sentido aos enigmas e mistérios da nossa experiencia. O evangelho é como uma radiação iluminadora que clareia a paisagem da realidade, permitindo que vejamos as coisas como são de fato.

Vivemos em uma cultura na qual algumas pressuposições e convenções sociais parecem estar além de questionamento. O que hoje parece ser permanente e globalmente aceito é com frequência descartado amanhã como uma forma ultrapassada de pensar.

Se de um lado temos o evangelho transformador, por outro lado temos um novo ateísmo que pregar a ausência de Deus nos rumos da humanidade. Um ateísmo que aprofunda ainda mais a dúvida da humanidade em busca de sua real significância.

De fato, como muitos hão de concordar, a vida parece não ter sentido quando um bebê morre, quando uma grande quantidade de chuvas destrói vidas e sonhos, quando jovens vivem imersos em dúvidas e perturbações, quando uma geração inteira vive um dia após outro inconformados e insatisfeitos.

A história reforça nossa avaliação de como essa busca por sentido é importante para identidade humana.

C.S. Lewis (ex ateu) disse:

“Acredito no cristianismo como acredito que o sol de se levanta, não apenas porque o vejo, mas porque por intermédio dele vejo tudo o mais.”

O argumento de Lewis é que o cristianismo fornece uma estrutura, uma forma de pensar, que extrai mais sentido do mundo do que as opções alternativas, incluindo o falso ateísmo (= Ateísmo, num sentido amplo, é a ausência de crença na existência de divindades. O ateísmo é oposto ao teísmo, que em sua forma mais geral é a crença de que existe ao menos uma divindade.)

Diante da enorme busca por sentido, muitos produzem pra si um sentido, constroem narrativas e argumentos para auto explicar-se, reunindo ideais e valores em uma colcha de retalhos de sentidos, feita sob medida para sua necessidade e preocupações.

Vamos trabalhas essas 4 questões com um fim de trazer um pouco de esperança e alento àqueles que em sua busca profunda têm perdido a alegria da vida simples e bela.

Qual o sentido da vida?

I. A QUESTÃO DA IDENTIDADE: QUEM SOU EU?

É fácil fornecer definições a respeito da identidade humana. Somos definidos por nossa composição genética, por nossa localização social e por outros incontáveis parâmetros científicos. Somos ainda definidos por nossa etnia, nacionalidade, cor da pele, etc. Contudo, a identidade com frequência é simplesmente reduzida a categorias que os seres humanos são reduzidos a estereótipos genéticos e sociais. A identidade individual passou a ser uma questão de código genético impessoal.

O filosofo judeu Martin Buber (1878-1965) grita sobre a redução das pessoas a simples objeto: a uma “coisa”, em vez de a uma “pessoa”. Para Buber, a essência da identidade pessoal é uma habilidade para existir em relacionamentos sociais e pessoais. A identidade é algo dado, e não alcançado. É-me dada identidade de pai por meus filhos; é-me dada a identidade como pessoa de relevância pelo Deus que graciosamente escolheu se relacionar comigo e me considerar dessa maneira.

Encontramos a verdadeira identidade em nosso relacionamento com Deus, que nos conhece e nos dá identidade e relevância. O ponto que realmente importa é: não definimos a nós mesmos, mas somos definidos pelo outro que atribui e salvaguarda nossa identidade e relevância. Ela é dada por Deus, que nos observa e se lembra de nós.

Agostinho de Hipona apresentou  pontos em suas Confissões, escrita entre 397 e 398. Para ele, o destino e a identidade humanos estão ligados a Deus, como nosso criador e redentor. A identidade humana está ligada à nossa origem na intencionalidade Divina.

Enquanto o humanismo secular argumenta que a religião suprime nossa identidade e conclui que a liberdade humana depende da supressão da religião. O que sentimos no nosso íntimo é uma necessidade enorme de Deus para dar sentido ao que somos. Deus é em suma nossa maior busca se sentido, nEle somos e existimos!

II. A QUESTÃO DO VALOR: EU TENHO IMPORTÂNCIA?

Uma das composições escritas mais profundas do AT é o Salmo 8, que resume a forma de uma reflexão sobre o lugar da humanidade no mundo natural. O salmista considera a imensidão do céu noturno ante de considerar o lugar dos seres humanos neste vasto universo (8.3-5).

A passagem situa a humanidade entre Deus e os animais do campo, dotados de dignidade em razão da sua criação divina. O fato de Deus se importar com os seres humanos é visto como uma questão de louvor, e não de análise lógica. O reconhecimento do cuidado de Deus com os seres humanos é maior que o cuidado com os animais.

O cuidado do Senhor é descrito também no Salmo 23.4. No vale da sombra da morte.

No NT esse cuidado é maior compreendido com a doação do Seu único Filho para morrer por nós. Essa ampliação do valor que Deus nos dar jamais pode ser posto em dúvida. Deus doou o melhor. O Seu próprio filhos para nos ter de volta.

Nossa importância aqui não é qualificada pelo que nós podemos conquistar nessa vida, mas pelo que Cristo já fez por nós. Nosso valor vem da estima que Deus tem por nós.

Você não vale quanto pesa ou quanto tem, seu valor é imensurável porque sua vida foi comprada e você pertence a Deus.

III. A QUESTÃO DO PROPÓSITO: POR QUE ESTOU AQUI?

O proposito é central para a vida séria e relevante. Na teoria da evolução, estamos aqui por acidente, como resultado de uma indiferente casualidade cósmica. (Big Beng.)

Essa ideia é em nosso tempo seguida e aceita por muitos dos que nos cercam. “Somos um acidente.”

Isso implica em viver uma vida sem proposito algum. Sem preocupações, sem identificação, sem relevância. VAZIA!

No entanto, o vazio não é um indicador de verdade. Podemos acreditar que tudo lá fora só existe para nos vencer na selva da sobrevivência, de modo que, assim, a vida é sem sentido e claramente perigosa. A resposta cristã a essa pergunta (Por que estou aqui?) se alicerça na crença apaixonada de que Deus escolheu entrar na história humana por meio da vida, morte e ressurreição de Jesus Cristo – capacitando-nos assim a nos relacionar com Deus e , em ultima análise, a estar com Deus na nova Jerusalém. De acordo com as Escrituras e a tradição cristã, Deus é o verdadeiro desejo do coração, o objetivo de nossos anseios e o cumpridor de nossas aspirações mais profundas.

Há os que veem a vida como uma jornada aleatória, sinuosa e sem sentido, a esses eu pergunto: POR QUE VOCÊ LUTA PELA VIDA E NÃO ACEITA O PIOR?

A jornada nos ajuda a explorar o proposito da vida de duas perspectivas distintas: a primeira enfatiza que a vida tem mais que apenas uma direção: indo da vida para a morte. Ela tem um objetivo, um proposito. Afirma que está com Deus é o ápice de todos os desejos e anseios humanos. Tudo que é bom, belo e verdadeiro aponta para Deus e encontra nEle seu cumprimento. Na segunda perspectiva, a imagem da jornada nos lembra que, ao longo da estrada da vida que percorremos, podemos ajudar outros que estão em necessidade. Ir para casa, ou seja, ir para Deus, e encontrar repouso é o ponto culminante dessa jornada.

IV. A QUESTÃO DA AÇÃO: POSSO FAZER DIFERENÇA?

Finalmente, precisamos considerar uma questão importante e, com frequência, negligenciada: posso fazer diferença? Ou sou tão insignificante e impotente que poderia muito não estar aqui? Muitas pessoas veem a capacidade de fazer diferença nas coisas como parte integral de sua busca por sentido e proposito. Se não posso fazer diferença, também não devia estar aqui, pensam elas.

A questão é: Temos o que é necessário para fazer diferença? Ou isso é algo que precisamos ser capacitados a fazer?

Da perspectiva cristã, a natureza humana foi prejudicada e ferida pelo pecado, e por isso, não consegue alcançar seu pleno potencial sem ajuda.

Esse é um ponto apresentado do começo a fim do NT, em particular pelo Apóstolo Paulo. Ele estava convencido de que estava preso, incapaz de se libertar da prisão de suas limitações e fraquezas. O que poderia ser feito? No fim, Paulo encontrou sua resposta (Rm.7.24,25).

Permita-me citar novamente Agostinho de Hipona, que cita a o pecado como uma fragilidade humana, como uma doença adquirida. O pecado segundo ele, enfraquece a humanidade e não pode ser curado pela ação humana. Todavia, Cristo é o médico divino, e por meio de seus ferimentos formos sarados (Is.53.5).

Então, em Cristo somos libertos para fazer algo que o pecado nos impossibilitaria.

Em Cristo, fomos curados de nossa miséria espiritual e libertos para viver uma vida em prol dos outros. Nossa liberdade não é um privilégio, é uma dádiva de Deus para retribuir aos outros.

O sentido da vida ainda pode ser uma busca num vazio do universo, para aqueles que ainda não descansa no Senhor do Universo, na fé e na esperança posta no seu coração.

CONCLUSÃO

O ponto de suma importância aqui é que o cristianismo não nos capacita a apenas “encontrar sentido nas coisas”. Há um imenso abismo entre o conhecimento e o sentido, entre a informação e a relevância. A fé cristã não nos deixa onde estamos, uma vez que possui um melhor entendimento das coisas; ela se propõe a transformar nossa situação.

O sentido da vida é encontrado em Deus que pode de fato nos satisfazer plenamente.

Quem somos, o quanto importamos, por que estamos aqui e o que podemos fazer, responde o sentido da vida.

A partir dessa compreensão e aceitação sua vida mudará dum sentido vago ao um sentido pleno, de uma realidade estática a uma realidade proativa.

Amém

5 comentários sobre “QUAL O SENTIDO DA VIDA?

  1. O individuo, antes de ser concebido dentro do ventre da mãe ainda não era absolutamente nada.

    Nossas memórias “ab ovo” são inexistentes.

    Não existíamos e então passamos a existir.

    Assim o é com todos. Sem exceção.

    A resposta para a vida sobre a terra já foi respondida a muito tempo pelos cientistas e filósofos.

    A resposta é fria e sem emoção.

    Somos um acidente de evoluções biológicas despropositais que provavelmente já tenham ocorridos bilhões e bilhões de vezes em vários universos conhecidos ou não. E é bem provável que irão ocorrer durante incontáveis eras. Fora do nosso controle. Fora da nossa possibilidade de medição. “Beyond our control”

    Não somos especiais em nada.

    Seu texto, Grande Josinaldo, é de agradável leitura se e apenas “se” propõe uma reflexão acerca do tema ( as 4 perguntas ). Porque a resposta a elas, no texto, não satisfaz no sentido de carecer de rigor bibliográfico que apoie a opinião no assunto.

    Digo isso pelo fato de serem perguntas que são bem complexas e responde-las em minutos de texto não me parece suficientemente satisfatório.

    Até mesmo porque questões como: “Por que estou aqui?” devem ser respondidas apenas como fruto de especulação com informações acerca do que acreditamos e do que outros que admiramos como pensadores também acreditam e porque acreditam.

    Inclusive, isso me lembra uma reflexão de Mario Sérgio Cortela acerca dessa realidade que nos cerca, eis a transcrição e adaptação abaixo:

    O que é um ser humano?

    Para Aristóteles é um animal racional.

    Para Pascal o homem é um caniço pensante.

    Para Fernando Pessoa o homem é um cadáver adiado.

    A ciência ( Neil deGrasse Tyson, Carl Sagan, Stephen Hawking,Marcelo Gleiser ) diz que estamos num universo que tem um formato cilíndrico em função da curvatura do espaço e é apenas um dos multiversos possíveis.

    Apareceu a cerca de 15 ( Alguns dizem 13, outros 18 ) bilhões de anos.

    Todo o universo estava retido em si próprio em um único ponto.

    Como uma mola presa e depois se estendeu.

    Ao se expandir explodiu. E o nosso universo ainda está em expansão.

    O céu que vemos hoje é um céu de 7 anos atrás. Assim como as estrelas.

    Quando chegar no ápice da expansão esse universo todo ira voltar.

    Pois é um processo diastólico e sistólico. ( Como nosso coração )

    Esse encolhimento a ciência estima que será em 12 bilhões de anos. Até estaremos todos aposentados.

    Bem, essa matéria se concentrou naquilo chamamos de estrelas e essas estrelas se agruparam naquilo que chamamos de galaxia.

    (Galá) significa leite em grego.

    Estima-se que o nosso universo tenha em torno de 200 bilhões de galaxias.

    Uma delas é a nossa. Que é a via-láctea. Bem na porta de “entrada” disso tudo relativamente pequena com 300 bilhões de estrelas. Conforme Gleiser (2009).

    Uma dessas estrelas é a nossa ( Veja que pretensão em dizer “nossa” ) Chamada entre as outras de estrela anã. O nosso Sol.

    Em volta dessa estrela giram 8 planetas sem luz própria.

    O terceiro deles a partir do Sol é a terra.

    A ciência sabe que há vida na terra.

    É estimado que haja cerca de 30 milhões de especies diferentes de vida mais até agora só foram catalogadas 3 milhões.

    Entre elas o Homo Sapiens. Nós. “Us”

    Essa especie tem até agora 7 bilhões de indivíduos.

    Um deles é você. Um deles sou eu.

    Quem és tu?

    Tu é um entre outros 7 bilhões de indivíduos compondo uma unica especie entre outras 3 milhões catalogadas das 30 milhões que existem no planeta, que vive em um planetinha que gira em torno de uma estrelinha que é uma entre outras 300 bilhões de estrelas compondo uma galaxia entre outras 200 bilhões de galaxias em um dos universos possíveis e que em breve irá desaparecer.

    Quem és tu? Tu és o vice treco do sub troço.

    ————————–//—————————–//———————————————

    Sobre essa parte do texto, que foi a que me chamou mais a atenção (hehehe):

    (…) Essa ideia é em nosso tempo seguida e aceita por muitos dos que nos cercam. “Somos um acidente.”

    Isso implica em viver uma vida sem proposito algum. Sem preocupações, sem identificação, sem relevância. VAZIA!

    No entanto, o vazio não é um indicador de verdade. Podemos acreditar que tudo lá fora só existe para nos vencer na selva da sobrevivência, de modo que, assim, a vida é sem sentido e claramente perigosa. A resposta cristã a essa pergunta (Por que estou aqui?) se alicerça na crença apaixonada de que Deus escolheu entrar na história humana por meio da vida, morte e ressurreição de Jesus Cristo – capacitando-nos assim a nos relacionar com Deus e , em ultima análise, a estar com Deus na nova Jerusalém. De acordo com as Escrituras e a tradição cristã, Deus é o verdadeiro desejo do coração, o objetivo de nossos anseios e o cumpridor de nossas aspirações mais profundas.

    Há os que veem a vida como uma jornada aleatória, sinuosa e sem sentido, a esses eu pergunto: POR QUE VOCÊ LUTA PELA VIDA E NÃO ACEITA O PIOR?(…)

    Veja Josinaldo, falo por mim e talvez por diversas pessoas que tem o mesmo tipo de pensamento, até porque muitas pessoas nem sequer pensam sobre isso. Mas como somos um Fleumático e outro Melancólico, adoramos falar sobre as questões acima de nós.

    Quando você expressa que “Isso implica em viver uma vida sem proposito algum. Sem preocupações, sem identificação, sem relevância. VAZIA!” receio dizer que está bem equivocado ou talvez deva ter pensado em pessoas que são desorientadas na vida por si mesmas e que nunca sequer tenham pensando nisso.

    Não é necessário acreditar no mesmo que o senhor ( ou no caso também do autor do livro que vossa excelência citou ) para se ter um propósito de vida. Algumas pessoas vivem sem propósito de vida algum, além de trabalhar, pagar contas, viajar nos feriados e ficar com a fámilia e são extremamente felizes. De fato eu conheço mais pessoas assim do que com propósitos de vida de verdade.

    Algumas pessoas precisam de um propósito e outras simplesmente não. É algo que só percebi quando cheguei na casa dos 25. Mas entendi. Talvez (provavelmente) eu perceba mais coisas até chegar na casa do 30, 40, 50 com sorte 60 e assim por diante. O aprendizado nunca para.

    Digo também que afirmar que uma pessoa que não enxerga a vida do mesmo modo que o autor do livro citado, não necessariamente leva uma vida sem preocupações,sem identificação, sem relevância e por consequência vazia. É justamente ao contrário. Porque a vida da pessoa está aberta a tantas possibilidades quanto forem possíveis. Até que um dia queira se adaptar á que lhe traga mais benefícios como pessoa, como pai, como filho, como funcionário etc.

    Tu que fazemos é claramente para beneficio próprio. ( Merece um texto no OQPenso.com)

    “No entanto, o vazio não é um indicador de verdade. Podemos acreditar que tudo lá fora só existe para nos vencer na selva da sobrevivência, de modo que, assim, a vida é sem sentido e claramente perigosa” Reitero mais uma vez que o fato da vida simplesmente passar a existir sem motivo algum, sem finalidade para nós a não ser por “existir por existir” não tem problema algum, dependendo apenas da pessoa. Demostrei nas palavas de Vários Cientistas e filósofos acima o quanto é vasto o nosso universo e todos os outros universos possíveis. Podemos olhar isso com fascínio ou com medo. Cabe sempre a pessoa. Singularmente.

    “A resposta cristã a essa pergunta (Por que estou aqui?) se alicerça na crença apaixonada de que Deus escolheu entrar na história humana por meio da vida, morte e ressurreição de Jesus Cristo – capacitando-nos assim a nos relacionar com Deus e , em ultima análise, a estar com Deus na nova Jerusalém. De acordo com as Escrituras e a tradição cristã, Deus é o verdadeiro desejo do coração, o objetivo de nossos anseios e o cumpridor de nossas aspirações mais profundas.”

    Veja Josi é necessário entender uma coisa: Tudo que cremos, no tange a questão bíblicas, cremos pela fé. Somente pela Josi. Por isso acho um pouco desconfortável quando se mistura assuntos bíblicos com a visão psicológica cientifica de um estudioso de psicologia.

    Até mesmo porque o breve catecismo de Westminster é muito claro e categórico em sua resposta: o fim principal do homem é glorificar a Deus e alegra-se nele para sempre.

    Então se fossemos pelo breve catecismo, a opinião do autor do livro seria até mesmo desnecessária.

    “Há os que veem a vida como uma jornada aleatória, sinuosa e sem sentido, a esses eu pergunto: POR QUE VOCÊ LUTA PELA VIDA E NÃO ACEITA O PIOR?(…)”

    Eu realmente vejo a vida como jornada aleatória, sinuosa e na maioria das vezes ( praticamente todas sem sentido algum. No sentido de vida como origem, surgimento, como evento cósmico e essa pergunta eu respondo silenciosamente todos os dias. Algumas vezes até inconscientemente.

    Eu luto pela vida por uma porção de coisas que provavelmente a maioria também luta e posso sim aceitar o pior mesmo sabendo da imensidão do universo e de com sou pequeno perante isso tudo. Mas de modo algum signifique que vou ficar parado olhando a vida passar por mim.Pelo contrário, por saber que essa é a unica vida que terei nessa terra magnifica é que justamente terei o prazer imensso de viver. Viver, nesse sentido se torna urgente pela oportunidade única que é. Uma só vida. Apenas uma vida para viver tudo o que é possível que se queira viver.

    O sentido da vida não existe, mas enquanto a gente vai tentando descobrir ( para aqueles que querem ) vamos vivendo da melhor maneira possível.

    Recomendo, grande Josinaldo, a leitura, quando possível e se houver interesse, de um livro chamado ” O pálido ponto azul” de um astrônomo chamado Carl Sagan.

    Abr Josi.

    Curtido por 1 pessoa

    1. Caro Rafa, seu comentário ficou maior que o soneto kkkkk. Mas lhe agradeço pelo retorno.

      O individuo, antes de ser concebido dentro do ventre da mãe ainda não era absolutamente nada.
      [Correto. Mas o autor não chega a fazer essa colocação (do antes). O antes não existe. Só no plano eterno de Deus para nós.]

      A resposta para a vida sobre a terra já foi respondida a muito tempo pelos cientistas e filósofos.
      [Que resposta? Existem quantas? A do criacionismo e a do evolucionismo? A maioria dos cientistas e filósofos defendem o “nada do nada” e desassociam Deus do “tudo”.]

      Somos um acidente de evoluções biológicas despropositais que provavelmente já tenham ocorridos bilhões e bilhões de vezes em vários universos conhecidos ou não. E é bem provável que irão ocorrer durante incontáveis eras. Fora do nosso controle. Fora da nossa possibilidade de medição. “Beyond our control”
      [Sou criacionista]

      Não somos especiais em nada.
      [Correto. O pecado alterou nosso formato original]

      Seu texto, Grande Josinaldo, é de agradável leitura se e apenas “se” propõe uma reflexão acerca do tema ( as 4 perguntas ). Porque a resposta a elas, no texto, não satisfaz no sentido de carecer de rigor bibliográfico que apoie a opinião no assunto.
      [O texto é um resumo bem simplista. O todo é fruto de um testemunho incisivo para a fé cristã na era da ciência. É uma respostas aos novos “ateístas”, oferece uma visão, digo visão, teológica]

      Digo isso pelo fato de serem perguntas que são bem complexas e responde-las em minutos de texto não me parece suficientemente satisfatório.
      [De fato, não é minha proposta aqui trazer um compendio extenso sobre o assunto, mas “aguçar” a busca por compreensão]

      ————————–//—————————–//———————————————

      Veja Josinaldo, falo por mim e talvez por diversas pessoas que tem o mesmo tipo de pensamento, até porque muitas pessoas nem sequer pensam sobre isso. Mas como somos um Fleumático e outro Melancólico, adoramos falar sobre as questões acima de nós.
      [Gostei do Fleumático e do Melancólico kkkk]

      Quando você expressa que “Isso implica em viver uma vida sem proposito algum. Sem preocupações, sem identificação, sem relevância. VAZIA!” receio dizer que está bem equivocado ou talvez deva ter pensado em pessoas que são desorientadas na vida por si mesmas e que nunca sequer tenham pensando nisso.
      [Confesso que pensei muito sobre isso, e cheguei a conclusão de que o Alister está certo. Rafa, quando se aceita “que é um acidente”, passa-se a viver como um “sem destino”. O autor faz essa ponte para mostrar que tais pessoas, que assim entendem e aceitam, vivem aleatoriamente, no planar do vento. Pode não ser 100% delas, como você se refere a você mesmo (abaixo), mas pergunto: não é mais fácil viver assim? Ou a maioria das pessoas não vivem assim a lá Gabriela: “eu nasci assim, vou viver assim, vou morrer assim”. A proposta é apresentar um contra-ponto, não descartar que seja possível que as pessoas não consigam viver de tal forma]

      Tu[do] que fazemos é claramente para beneficio próprio. (Merece um texto no OQPenso.com)
      [Boa sugestão, quem sabe]

      “No entanto, o vazio não é um indicador de verdade. Podemos acreditar que tudo lá fora só existe para nos vencer na selva da sobrevivência, de modo que, assim, a vida é sem sentido e claramente perigosa” Reitero mais uma vez que o fato da vida simplesmente passar a existir sem motivo algum, sem finalidade para nós a não ser por “existir por existir” não tem problema algum, dependendo apenas da pessoa. Demostrei nas palavas de Vários Cientistas e filósofos acima o quanto é vasto o nosso universo e todos os outros universos possíveis. Podemos olhar isso com fascínio ou com medo. Cabe sempre a pessoa. Singularmente.
      [Insisto, o autor não caminha pela filosofia e sim pela teologia Bíblica combatendo o ateísmo]

      Veja Josi é necessário entender uma coisa: Tudo que cremos, no tange a questão bíblicas, cremos pela fé. Somente pela Josi. Por isso acho um pouco desconfortável quando se mistura assuntos bíblicos com a visão psicológica cientifica de um estudioso de psicologia.
      [Rafa, quando vc diz isso, descarta sua capacidade de raciocínio que é empregada nessas questões também. Não posso afirmar por mim, que “tudo que cremos, no tange a questão bíblicas, cremos pela fé”, ora meu amigo inteligente (risos), eu e você temos um cérebro que é capaz de racionalizar diante de uma afirmação filosófica e diante das Escrituras. Muita coisa na Bíblia é “pé no chão”, é racionalidade pura]

      “Há os que veem a vida como uma jornada aleatória, sinuosa e sem sentido, a esses eu pergunto: POR QUE VOCÊ LUTA PELA VIDA E NÃO ACEITA O PIOR?(…)”

      Eu realmente vejo a vida como jornada aleatória, sinuosa e na maioria das vezes (praticamente todas sem sentido algum. No sentido de vida como origem, surgimento, como evento cósmico e essa pergunta eu respondo silenciosamente todos os dias. Algumas vezes até inconscientemente.
      [Eu já pensei assim. Hoje, creio que nada é aleatório meu amigo. Até o que penso fazer e não faço é contabilizado].

      Eu luto pela vida por uma porção de coisas que provavelmente a maioria também luta e posso sim aceitar o pior mesmo sabendo da imensidão do universo e de com sou pequeno perante isso tudo. Mas de modo algum signifique que vou ficar parado olhando a vida passar por mim.Pelo contrário, por saber que essa é a unica vida que terei nessa terra magnifica é que justamente terei o prazer imensso de viver. Viver, nesse sentido se torna urgente pela oportunidade única que é. Uma só vida. Apenas uma vida para viver tudo o que é possível que se queira viver.
      [Você é uma exceção entre muitos. “Há os que veem”, não todos veem]

      O sentido da vida não existe, mas enquanto a gente vai tentando descobrir ( para aqueles que querem ) vamos vivendo da melhor maneira possível.
      [Eu creio e racionalizo que a vida tem um sentido, senão, não teria sentido algum estamos aqui compartilhando, não teria sentido você ter lido nem comentado o texto, não teria sentido acordarmos hoje cedo, olhar para quem amamos, comer, trabalhar, etc., Rafa, você é inteligente, admiro isso em você, mas afirmar que o “sentido da vida não existe” é o mesmo que anular-se. Posso desacreditar no que afirmou acima “eu luto pela vida”? E sugerir “eu luto contra a vida”? Rafa, mesmo que essa seja “a unica vida” que vc terá nessa terra, ela faz todo o sentido amigo fleumático]

      Recomendo, grande Josinaldo, a leitura, quando possível e se houver interesse, de um livro chamado ”O pálido ponto azul” de um astrônomo chamado Carl Sagan.
      [Obrigado pela sugestão]

      Abr Josi.
      [Obrigado! Deus lhe abençoe, meu irmão e amigo]

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